Fui hoje cumprir o árduo e inadiável dever de renovar minha carteira de identidade.
Depois de algum tempo sentada esperando, lendo, olhando para os lados, para o teto e para as pessoas aos meu redor, meio desalentada da vida, encontrei uma amiga que não via a algum tempo, que, de cara, como todos nos últimos tempos, comentou sobre o meu cabelo, que agora está cheio de cachinhos como o dela. Os meus são bem miudinhos e ainda são bem pequenos, toinhonhoim mesmo.
Quando estávamos comentando da liberdade de quem optou por usar os cabelos naturais, sem química e chapinha, fui chamada para o processo do preenchimento de dados e fotografia.
Depois de preenchidos os dados e tirada a foto,o rapaz me deu a ficha para conferir tudo.
E foi ai que me deparei com uma palavra que não ouvia a muito tempo: carapinha, designando meu cabelo crep, crep.
A palavra não tocava meus ouvidos a tanto tempo, que eu não me contive e ri. Depois lembrei que um amigo meu, Juraci Tavares, tem uma música na qual ele usa a palavra carapinha também.
E fiquei pensando que se isso tivesse sido a algum tempo atrás eu teria me sentido ofendida ouvindo meu cabelo ser designado dessa forma. Mas por que? Se meu cabelo é crespo, carapinha mesmo e faz parte do que me define? Diferente de muitos outros e igual nessas deliciosas diferenças que fazem de nós seres únicos em qualquer lugar que formos?
É um máximo ser livre para viver as nossas identidades sem crises e sem medo de sermos felizes...
Viva a carapinha!!!

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